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domingo, 13 de janeiro de 2013

Livro: A Sociedade sem Máscaras

 
Novo livro do autor já está publicado e à venda no site:
 


 
O livro "A Sociedade sem Máscaras" traz contos que pretendem desmistificar padrões morais,religiosos e éticos,os quais se transformaram numa grande máscara da sociedade.onde todos se apresentam como politicamente corretos e acima de quaisquer suspeitas.
 

O autor aborda em seus contos temas como o adultério e a hipocrisia presentes nas "melhores famílias" e amplamente escondidos atrás de casamentos aparentemente sólidos pautados no amor,na religião e na felicidade conjugal!
 

É uma leitura indicada para maiores de 18 anos,pois,apesar de não conter elementos pornográficos, como podem supor alguns falsos moralistas, o livro traz em suas páginas elementos eróticos em seus contos.

 
Nesse livro,o escritor e jornalista João Ribeiro Neto resgata o bom e velho estilo de Nélson Rodrigues proporcionando uma leitura instigante e polêmica!



 


 
"Eu me dou o direito de ser contra quaisquer usos,costumes,instituições,ideias,cultos.Penso como quero e não admito,nem aceito,que me ponham limites nos meus pontos de vista."(Nélson Rodrigues)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Crônica:“A Breve História do Senhor Enganoso”

          Senhor Enganoso, o personagem central dessa crônica, sempre foi sisudo e metido a rico. Na sua infância era pobre e vivia numa cidadezinha muito miserável e feia num dos lugares mais ermos do país.

            Naquela época, o angu era seu alimento preferido. Com os irrisórios lucros de seus pais, a folha de bananeira ocupava lugar de destaque no banheiro e o caminho à escola era feito com velhas galochas de borracha por léguas e léguas intermináveis... Daí o fato do Sr. Enganoso ter abandonado os estudos ainda em tenra idade e ter passado a vida toda na ignorância mais completa e absoluta que um ser humano pode viver.

            Mas o que faltava financeiramente ao Sr. Enganoso sobrava-lhe de “papo”. Contar vantagens aos colegas e conhecidos era com ele mesmo! Mentia, mentia e mentia... Todos sabiam que mentia, porém, fingiam acreditar!

            E foi numa dessas mentiras que o Sr. Enganoso conquistou sua esposa, a Dona Enganada. Essa, também ignorante e humilde, mas fazia questão de deixar claro qual a sua origem, não tinha vergonha!

            O casal viveu sempre de expedientes e de pequenos “bicos”. Morava tempos aqui, tempos acolá... Com o passar dos anos vieram os filhos, muitos filhos...

            O Sr. Enganoso, então, decidiu mudar de Estado com a “cara e a coragem”. Foi assim que o pobre casal e seus filhos chegaram a São Paulo. Ele sempre bebeu, fumou, traiu a mulher e judiou de seus filhos, mas a mulher manteve-se fiel a ele todo o tempo!

            Nosso personagem nas andanças da vida aprendeu um rude ofício e melhorou um pouco de vida, ou seja, saiu do “nada” e chegou ao “quase nada”. Lembra que eu falei no começo da crônica sobre o “papo” e a mania de grandeza do Sr. Enganoso? Pois bem, isso piorou com o passar dos anos!

            Querendo sair do “quase nada” para o “alguma coisa”, ele resolveu aplicar “golpes” nas pessoas de bem. Contratava e não pagava, furtava materiais dos patrões e mentia; mentia compulsivamente a ponto de todos os seus muitos filhos adotarem suas mentiras e seus golpes. Mas para disfarçar, freqüentava uma Igreja e apregoava uma fé digna de “levá-lo ao céu”, como gostava de dizer!

            Suas filhas eram “mães solteiras” que davam os chamados “golpes da barriga”. Já os filhos se apropriavam de materiais dos patrões “com classe” e lábia, na base do engano sutil.

            O Sr. Enganoso devia a mercados de bairro, agiotas, açougues, farmácias, quitandas e depósitos de materiais de construção. Chegou determinado dia que ninguém vendia mais nada fiado a ele, pois todos já conheciam sua reputação de “mau pagador”.

            Mas ele só andava de carro preto e ostentava uma bonita casa na cidade onde morava com sua família. Fazia de conta que não devia nada a ninguém e continuava a se “esconder” atrás da Igreja  que freqüentava.

            Um dia, porém, Sr. Enganoso adoeceu gravemente, enfermidade de morte, pois já era muito idoso!

            Sua mulher, Dona Enganada, e seus filhos ficaram ao seu lado solidários, mas não possuíam recursos para custear o tratamento do Sr. Enganoso.

            O INSS havia cancelado o benefício dele, pois descobriu-se que o mesmo era produto de estelionato. Dinheiro os filhos igualmente não tinham, pois não trabalhavam, viviam de pequenos “bicos” e golpes! Às filhas restava cuidar das crianças que haviam gerado nesses anos, pois marido algum aguentou a futilidade e as mentiras das moças!

            Tentaram comprar remédios fiado nas farmácias, mas ninguém quis vender nada para a família do Sr. Enganoso. Até que um dia ele amanheceu morto e seu corpo já cheirava mal por conta da enfermidade.

            Seus familiares procuraram uma funerária da cidade para fazer o enterro “fiado”, mas nem a morte foi suficiente para apagar a má reputação do defunto afinal, se vivo ele já não pagava, depois de morto menos ainda!

            Coube recorrer ao prefeito, o qual prontamente enterrou o morto por conta da prefeitura. E o enterro foi vazio, pois ninguém na cidade gostava do “finado caloteiro”, como ficou conhecido.

            Os coveiros, contrariados, depositaram o ataúde no fundo de uma cova rasa, pois até para eles o Sr. Enganoso morreu devendo dinheiro.

            O único que teve um ato pequeno de misericórdia com o “finado caloteiro”, além do prefeito, foi o administrador do cemitério que, mesmo tendo levado muitos calotes do morto, preocupou-se em escrever na sepultura esses ínfimos versos de Drummond como um questionamento tácito e derradeiro:

 

 

“E agora, José?

A festa acabou,

A luz apagou,

O povo sumiu,

A noite esfriou,

E agora, José?

E agora, você?

Você que é sem nome,

Que zomba dos outros,

Você que faz versos,

Que ama, protesta?

E agora, José?”

 

            Para encerrar esse breve relato sobre a vida do Sr. Enganoso, convido meus leitores a refletirem sobre o seguinte aforismo de Napoleão Bonaparte:

“Os homens não mudam. Os especuladores desonestos sempre agirão como agiram no passado!”

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

crônica :"O Tempo e o Vento"

 

            Faz tempo que não escrevo artigos e críticas literárias, pois os leitores apreciam mais as crônicas que tratam de temas engraçados e não tiro o direito das pessoas preferirem esse tipo de leitura.

Hoje acordei cedo como de costume e comecei a me lembrar muito do meu pai. Recordei de quando eu o acompanhava nas reuniões políticas do partido, o PDT, com o também falecido Leonel Brizola.

            Uma vez, na convenção do partido nas eleições presidenciais de 1989, tomamos um chimarrão com o Brizola na mesma cuia e o Governador, como era conhecido, pôs a mão na minha cabeça e disse: -“Esse guri vai longe!”

            Não sei se fui tão longe assim, mas o fato é que consegui publicar meu terceiro livro num país onde a minoria aprecia a literatura!

            Voltando ao meu pai, lembrei que certa vez ele me presenteou com uma coleção de livros e um DVD com a obra de Érico Veríssimo: “O tempo e o vento.”

            Para quem nunca teve acesso a essa obra eu recomendo a leitura, pois é uma viagem à História do Rio Grande do Sul nas intermináveis lutas do povo gaucho contra os castelhanos em defesa das fronteiras sulistas do Brasil.

            Érico Veríssimo teve a preocupação de narrar fatos históricos como a Guerra dos Farrapos, retratar as duas grandes revoluções do Rio Grande com riqueza de detalhes, como um retrato fiel da História, mas salpicou “O tempo e o vento” com romances e personagens que às vezes o leitor até chega a acreditar que são reais devido ao seu engajamento com a trama e o cenário.

            Só para lembrarmos um pouco de alguns personagens cito Ana Terra, a matriarca da família Terra, Maneco Terra, Bibiana e claro, ele, o revolucionário e intrigante Capitão Rodrigo Cambará, amigo do cunhado Juvenal Terra.

            O capitão chegou à cidadezinha de Santa Fé em seu cavalo zaino com um violão nas costas e uma espada apresilhada à cintura num dia de finados bradando: “Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho”!

            Ele era dado ao vinho e às paixões, seu lema era: “Ou oito ou oitenta!” Vivia intensamente lutando nas revoluções e guerras; amava correr riscos e viver perigosamente.

            Apaixonou-se por Bibiana Terra que era a paixão de Bento Amaral , filho do poderoso coronel que fundou o povoado de Santa Fé.

            Bento Amaral desafiou Rodrigo Cambará para um duelo de espadas; quem vencesse ficaria com Bibiana.

            Na luta voraz, Capitão Rodrigo marcou o rosto de Bento Amaral com a inicial de seu nome, mas antes de terminar o “R” levou um tiro traiçoeiro de Bento Amaral e quase morreu, mas depois recuperou-se vindo a se casar com Bibiana Terra.

            O Capitão passou a vida inteira obcecado em terminar a “perninha do R” no rosto de Bento Amaral até ser morto na Guerra dos Farrapos.

            Mas o que tem a ver o Capitão Rodrigo comigo e com a saudade do meu falecido pai?

            É que quando ele ia ao nosso sítio e me via pilchado (trajado com vestimentas gauchas) em cima de um bonito cavalo puro-sangue dizia sempre com orgulho: -“Esse é o meu Cambará”!

            E eu riscava as esporas no pingo (assim o gaúcho chama o cavalo) da virilha ao coração e saía galopando pago afora.

            Quantas lembranças boas que embargam a voz e embaçam os olhos. Mas duas coisas estão sempre vivas no peito: “O amor e a saudade” de um tempo que jamais voltará.

            Daí o nome da crônica tirado da obra de Veríssimo: “O tempo e o vento!” Preciso terminar a crônica, pois as lágrimas já escorrem pelo papel, mas não sem antes citar as palavras de Érico Veríssimo encerrando “O tempo e o vento”:

 

“Uma geração vai, e outra geração vem. Porém a terra para sempre permanece. E nasce o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar donde nasceu. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo seus circuitos”

            ( Ec I;4-6)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

crônica: "Então...É Natal!"

Poucas coisas na vida me aborrecem mais que a época natalina, preciso confessar isso!Quando vai terminando o mês de novembro já começo a me aborrecer com esse clima forçado de: -“Agora somos felizes”!


No começo de dezembro a coisa piora, as filas nos bancos aumentam e os caixas eletrônicos param de funcionar. As lojas de R$1,00 (um real) ficam entupidas de pisca-pisca, árvores de natal e bolinhas coloridas para enfeites. Sem falar nas musiquinhas estridentes invadindo meus ouvidos: lá,lá,lá...lá,lá,lá... Haja saco!


Por falar em música, todo ano na época do natal somos obrigados a ouvir em qualquer lugar a voz grossa da Simone cantando: “Então... é natal”!


Não que eu tenha algo contra a Simone, mas todo mundo sabe que é natal, sabe que o povão vai receber o 13º. salário e torrar tudo nas lojas e depois que acabar o dinheiro vai trocar a mobília de casa comprando em 17 vezes nas Casas Bahia.


E os hipermercados com aqueles locutores anunciando o preço do peru, do chester e do panetone? Então... é natal!


Outro dia levei um tropeção no pezão de um papai-noel gordo que estava sentado numa cadeira bem no meio da calçada tocando o insuportável sininho e falando alto: -“Ho, ho, ho, feliz natal!” Dá vontade de pegar o sino e enfiar o badalo na cabeça do bom velhinho. Então... é natal!


Assistir à televisão nessa época é um horror! Basta ligar a TV em qualquer canal que você verá artistas,apresentadores e humoristas com roupas brancas cantarolando algum tema de natal,pode reparar.Então...é natal!


Até o futebol consegue ficar chato no final do ano. Os jogadores organizam aquelas partidas sem graça onde o ingresso para assistir a pelada é 1 kg de alimento não perecível. Aí o povoléu lota os estádios para assistir o jogo entre os “amigos de Ronaldo Bola” contra os amigos da “ponte que partiu”. Então... é natal!


Todo ano é a mesma chatice!O Roberto Carlos com aquele terninho branco dando a tradicional mancadinha cantando: -“Jesus Cristo, Jesus Cristo, Jesus Cristo eu estou aqui!” Então... é natal!


E os amigos secretos que são realizados nas festas de fim de ano nas empresas? As pessoas não se suportam o ano inteiro e ainda tem que trocar presentes com os inimigos secretos. Sem falar que tem sempre um engraçadinho que sorteia o próprio nome e acha o máximo revelar esse feito aos demais no dia do amigo secreto. Então... é natal!


As estradas, por sua vez, ficam intransitáveis, principalmente as que levam ao litoral. São horas e horas buzinando e parando. Ainda tem os carros mais velhos que começam a esquentar demais e o motorista para no acostamento para jogar uma água no veículo e aproveitar para fazer um xixi amigo na frente de todos enquanto o carro se recupera. Então... é natal


Depois de todo esse martírio nas estradas chega finalmente ao litoral e ao abrir a torneira da pia percebe que já está faltando água na Baixada. O elevador do prédio também está quebrado e a praia está lotada de farofeiros. Então... é natal!


Eu poderia continuar enumerando as demais coisas que me incomodam no natal, mas se eu continuar corro o risco de não terminar essa crônica.


Para concluir, uso a frase que mais se ouve na época do fim de ano: -“Desculpa de alguma coisa e tudo de bom”! Afinal, Então... é natal!


* Crônica do livro "Existe vida após o casamento?"

domingo, 9 de dezembro de 2012

crônica:"Filosofia de botequim!

 
             A sabedoria (?) popular tem criado muitas frases de efeito e máximas que servem para explicar desde os infortúnios da vida até...

Bem, o que eu estava dizendo mesmo? Perdi a linha de raciocínio porque meu cachorro Carlinhos acaba de entrar aqui na sala onde escrevo essa crônica segurando um enorme pedaço de pão na boca a procurar um lugar secreto para escondê-lo de nosso outro cão, o John Lenonn !

            Ah, era sobre as máximas, os pensamentos populares não era? Pois bem, agora que o Carlinhos, um weimaraner de aproximadamente 30 kg, já saiu da sala posso voltar a prestar atenção no que escrevo. Será que ele já comeu o pão?

            Acho muito engraçada essa cultura popular, esse jeito simples de explicar o inexplicável, algo que muitas vezes falta para os grandes cientistas, para os grandes médicos e para os grandes políticos estelionatários justificarem suas teses.

            Selecionei alguns ditos populares para os leitores se divertirem um pouco e se lembrarem dos tempos dos avós e da infância, lá vai:

 

            - “Vão-se os anéis, ficam os dedos” (vá dizer isso para o dono de uma grande joalheria após ela ser assaltada por bandidos

 

            -“É melhor um pássaro na mão do que dois voando” (diga isso para os ecologistas do Greenpeace)

 

            -“Antes tarde  do  que  nunca”  (tente  consolar  um estudante que chegou atrasado para prestar o vestibular e não pôde entrar na faculdade)

            -“O amor é cego!" (eu completaria esse ditado com o seguinte: e burro!

 

            -“Quem ama o feio bonito lhe parece!” (e aí está colocada a tese do mau gosto.

 

            - “A vida é cheia de altos e baixos” (que digam os vendedores de salto alto nas lojas de calçado)

 

            -“Desculpa por alguma coisa!” (frase dita nas despedidas de final de ano e na troca de presentes do amigo secreto)

 

            -“Apesar de tudo, ele era uma boa pessoa!” (frase que os familiares do defunto ouvem sempre na despedida do enterro; isso é praxe e irrita)

 

-“Há males que vem para o bem!” (pensamento de cônjuges que acabaram de se separar)

 

-“O mundo dá muitas voltas” (será que esse ditado foi criado pelos cientistas explicando os movimentos de translação e rotação?)

 

-“Sexo não é tudo!” (concordo, diria que é quase tudo!)

 

            -“Quem casa quer casa” (E quando se separa quer pensão, cesta básica, móveis etc.).

 

            -“Devemos nos arrepender do que deixamos de fazer e não do que fizemos” (fala isso para quem votou no Collor em 89)

            -“Competir é mais importante do que ganhar” (será que quem deixou de ganhar na mega-sena por um número apenas também pensa assim?)

 

            -“ Quem canta seus males espanta”(será que a cantora Vanusa pensou assim quando “cantou” o Hino Nacional naquela solenidade?)

 

            Para terminar essa seleção de pérolas com pensamentos e frases populares não poderia deixar de citar a última dessa crônica:

 

            “A esperança é a última que morre!” (se é assim, tomara que nenhuma sogra se chame Esperança)

 

Crônica: "A camisa vermelha de Hugo Chávez"



            Arriscar-se a escrever crônica sobre política nacional e internacional é sempre ter a garantia de que o livro contará com algumas páginas hilariantes!

            Hilariantes não porque eu seja um exímio humorista- sou mais azedo que limão algumas vezes- mas porque os líderes políticos são cômicos e eu me divirto com eles até chegando a esquecer que tenho de pagar pensão para minha ex-mulher. Isso é um alento para minha paciência!

            Já viram e ouviram como o presidente com nome de molusco inicia seus discursos? Lá vai: - “Nunca antes na história desse país um governo blá, blá, blá...”

            E quando ele se emociona ao dizer que as Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014 serão em terras tupiniquins? Não teria lugar melhor no mundo para a realização desses eventos, pois o Brasil não tem problemas sócio-econômicos, nem corrupção e nem miseria ; sem falar que é um lugar mais seguro que a faixa de Gaza, que o Iraque e que o Afeganistão, eu acho né! Não tenho certeza!

            Indo para a seara internacional, e o Obama com aquele discursinho eleitoral dele ao postular o cargo mor do imperialismo norte-americano então: -“ Sim, é possível!”

            Será que também é possível o Oriente Médio viver sem as intervenções militares dos Estados Unidos? Será que é possível os países contrários aos interesses americanos viverem longe dos embargos econômicos?

            Já no outro extremo temos o radical Hugo Chávez, personagem central dessa crônica, tentando vender a imagem de uma Venezuela extremamente culta e próspera, uma potência mundial. Só se for potência no beisebol!

            Desculpem a comparação, mas Hugo Chávez com aquela camisa vermelha surrada e manchada de suor debaixo do braço parece mais um gnomo histérico.

            Sem falar naquele ar de Napoleão Bonaparte depois da gripe suina , né!

            O homenzinho já mudou a Constituição da Venezuela para se perpetuar no poder, já fechou meios de comunicação que eram contra ele e agora declara guerra à Colômbia!

            E ainda quer que o Lula faça o mesmo por aqui num possível terceiro mandato. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não senhor Chávez?

            Mas o gnomo de camisa vermelha já faz escola na América Latina ou seria América Latrina? O Manuel Zelaya foi fazer o mesmo em Honduras e levou um golpe militar. Bem feito! Sou contra golpes militares, claro, mas Zelaya com aquele seu chapéu panamá comprado no Equador dançou: -“La cucaratia, la cucaratia, yo no puedo caminar!”

            Aonde quero chegar com essa crônica? Alguém me pergunta e eu respondo: -“Na camisa vermelha do Hugo Chávez!”- Será que ele vai lançar grife em Paris? Será que torce para o Internacional? Se torce, melhor não ir ao estádio Olímpico assim, a recepção não será “muy amiga, hein compañero”?

            Acho que Hugo Chávez deve ter um estilista próprio para sugerir os tons de vermelho de suas camisas. Será que a Venezuela teve ou tem um Clodovil por lá? E se tivesse ele certamente diria o seguinte: - “olha para a lente da verdade e abre o jogo: qual a tonalidade de rojo (vermelho em espanhol) que o senhor prefere, meu amor?”Há, há,há...

            Hugo Chávez merece ter uma estátua em cada circo e em cada programa de humor em todo o mundo, pois ele é uma piada! Às vezes acho que ele é surreal ou mais um heterônimo de Fernando Pessoa, mas quando vejo as marcas de suor debaixo das mangas de sua camisa vermelha percebo que ele é real. Comicamente real! Histrionicamente real!

            Concluindo essa crônica preciso fazer duas últimas indagações:

 

            1ª .”Será que Chávez vai estatizar as lavanderias da Venezuela para acompanhar de perto a lavagem de suas camisas vermelhas?”

 

            2ª. ”Será que quando a Fafá de Belém canta: vermelho, vermelho... ela se lembra de Hugo Chávez? Acho que não, ela não teria tanto peito para isso! Ou teria?”

domingo, 2 de dezembro de 2012

Curiosidades sobre o poeta


 
Todo escritor e poeta tem lá suas manias e curiosidades, não é mesmo? Com João Ribeiro Neto não poderia ser diferente!!!

Depois de ter estudado na faculdade a doutrina econômica conhecida por Fisiocracia, formulada no século XVIII por grandes pensadores como Quesnay, João Ribeiro resolveu aplicá-la em sua vida cotidiana.

Segundo a Fisiocracia, o bem realmente valioso não é a moeda em espécie, mas sim a terra e a natureza.  

O papel dos governantes deve ser o de respeitar as leis naturais,absolutas,imutáveis e universais. O dinheiro é apenas um intermediário e a verdadeira riqueza decorre de um produto líquido consumível. Esse produto não existe na indústria nem no comércio,mas apenas na agricultura.

Os fisiocratas ensinavam que o homem poderia viver perfeitamente sem o dinheiro e em harmonia com a natureza,desde que cultivasse seu próprio alimento.
O lema da Fisiocracia é a frase em francês: “Laissez-faire.laissez-passer” que significa:”deixar fazer,deixar passar”.
      Disposto a colocar em prática a Fisiocracia, o escritor comprou um sítio e mudou-se para o interior de São Paulo adotando uma vida simples e sem luxo.
Tira a maior parte de seu sustento da horta e do pomar que cultiva e seu meio de transporte preferido é por meio dos seus cavalo de raça que cria no sítio, já que sempre foi apaixonado por equitação.

 
                                      






 





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