Marcadores

"A maior riqueza da minha vida" (1) "Conheça o autor" (1) "Curiosidades sobre o poeta" (1) "É...acho que estou ficando velho..." (1) "Jornal da Cidade" (1) "Lançamento de livro em Santo Ângelo/RS" (1) "Livros à venda" (1) "Participações na Tv" (1) "Poesias do livro Conflito Interior" (1) "Poeta por si próprio" (1) A Meretriz (1) A Mulher do Próximo (1) Agradecimento ao escritor Israel Lopes (1) As bocas que não se beijam (1) Conto: "A Felicidade Conjugal" (1) Conto: "A Meretriz" (1) Conto: "O enterro:um caso de amor" (1) Crônica: "A breve história do Sr.Enganoso" (1) crônica: "A camisa vermelha de Hugo Chávez" (1) Crônica: "A gramática do amor" (1) Crônica: "Então...É Natal" (1) Crônica: "Filosofia de botequim" (1) Crônica: "Imperceptivelmente" (1) Crônica: "O Tempo e o Vento" (1) Crônica:"Homem:sexo frágil e inseguro?" (1) Crônica:"Van Gogh eu e as grossas balizas das estudantes" (1) Deus não há! (1) Livro: "A vida é bela-Para quem?" (1) Livro: "Existe vida após o casamento?" (1) Livros à Venda (1) Materias sobre o trabalho literário do autor" (1) Na Antessala do Céu (1) Novo Livro Publicado (1) Novo Livro: "A sociedade sem máscaras" (1) O fim da ilusão-Adeus Quimera! (1) Poesia: "A Loucura da Paixão" (1) Poesia: "A razão de um poeta" (1) Poesia: "A uma certa gauchinha" (1) Poesia: "Foste..." (1) Poesia: "Insano Desejo" (1) Poesia: "Saudade" (1) Poesia: "Soneto da Ausência" (1) Poesia: "Tua Ausência" (1) Poesia: A Razão de um Poeta" (1) Poesia:"insano Desejo" (1) Questionamento à mote (1) Semana Farroupilha em Passo Fundo/RS (1) Sobre João Ribeiro Neto (1)

domingo, 25 de maio de 2014

Conto:"A Meretriz"

*conto de João Ribeiro Neto publicado no livro A Sociedade sem Máscaras


Seus longos e escorridos cabelos ruivos ainda nem estavam totalmente secos, após o banho, esse por sinal digno de uma dama da realeza britânica, quando Tainá já se despedia do marido para ir cumprir sua dura rotina de trabalho.
- “Já vou, querido”! – despedia-se carinhosamente do esposo, roçando seus lábios encarnados nos dele.
Mário sairia mais tarde para trabalhar, seu horário era mais flexível que o de Tainá.
Não era, ele, ciumento, mas, não podia negar que se sentia um pouco incomodado, digamos assim, quando via Tainá saindo de casa muito bem vestida, perfumada, exalando a essência da sensualidade que toda mulher linda tem.
De fato, Tainá chamava a atenção por onde passava, não só por suas roupas provocantes e decotadas e nem pela minúscula lingerie que lhe marca a calça e a blusa. O que mais atraía olhares era o fantástico contraste entre seus cabelos naturalmente ruivos (que quase lembravam o carmesim) e sua pele branca como a neve que recobre sutilmente a Europa nórdica no inverno; uma pele com a textura delicada daquela flor que nasce espontaneamente no jardim, conhecida por onze horas, pelo fato dela se abrir como num passe de mágica ao sentir o raio solar quente a marcar a quase metade do dia! E aqueles olhos azuis que lembravam pedras preciosas de topázio?  Tainá era linda no conjunto, como uma dama pintada em tela por Renoir!
Mário não sabia exatamente onde a esposa trabalhava, apenas sabia que ela era vendedora em uma joalheria no centro da cidade. E não havia motivos para duvidar de Tainá, visto que seu salário no final do mês era religiosamente entregue ao esposo para, junto com o dele, serem pagas as despesas da casa. O que sobrava do montante era depositado numa poupança que ambos tinham em conjunto.
O marido estava acostumado com o jeito de se vestir da esposa, com o perfume provocante dela, enfim, mas nesse dia ele sentiu uma dose de ciúme que não sentira antes.
Preferiu não comentar com ela e nem com ninguém no seu trabalho sobre esse ciúme que, como um veneno letal, consumia suas entranhas provocando uma terrível dor e sensação de pavor.
No serviço, percebeu que alguns de seus colegas da repartição faziam certos comentários em voz baixa sempre quando Mário se afastava deles e aquilo o intrigou em demasia.
Na hora do almoço, Mário saiu com Antunes, seu grande amigo e colega de trabalho, e comentou com ele sobre aquele sentimento de ciúme que lhe brotou no coração, de forma incisiva, naquela manhã ao se despedir da mulher.
Por um instante, Mário sentiu-se envergonhado por começar a desconfiar da fidelidade de Tainá. Afinal, não havia motivo para isso, admitia para si e para o amigo. Ou haveria?
Antunes coça a cabeça meio sem jeito, acende um cigarro já na calçada, quando saíram do restaurante, e diz sutilmente.
- “Olha Mário, você sabe que sou seu amigo, não sabe”?
- “Claro que sei disso”; responde o outro.
- “Pois preciso te contar sobre os comentários que tenho ouvido sobre sua esposa, Tainá”!
No mesmo instante, Mário já percebeu que ouviria aquilo que ele jamais desconfiara nesses
anos todos de casamento! Seu coração acelerou, suas mãos estremeceram e ele, como uma criança assustada, com o olhar parvo, pediu ao amigo:
- “Conte tudo que você sabe sobre minha mulher”!
O amigo, antes de dizer, aventou a possibilidade de que poderiam ser apenas boatos, fofocas e inveja daquele povo que admirava o feliz casal.
Mas quando Antunes contou o que andavam dizendo sobre Tainá, Mário pensou que não suportaria tal golpe e desejou a morte ali mesmo caso fosse verdade o que acabava de ouvir!
Não podia ser! Antunes disse que havia a possibilidade enorme de Tainá ser uma garota de programa, uma mulher que se prostituía nas imediações do fórum João Mendes, no centro de São Paulo, em plena luz do dia.
- “Mas você tem certeza que é ela, Antunes”?
- Como disse, pode ser boato, mas, não custa tirar a dúvida”! – ponderou Antunes.
Mário não retornou ao trabalho depois do almoço. Entrou no carro e seguiu para a rua onde, supostamente, estaria sua esposa vendendo seu corpo aos engravatados que frequentavam o fórum.
Chegou ao local e olhou em todas as ruas das imediações em que sabia existir prostituição a qualquer hora do dia e da noite. Constatou que tinha algumas mulheres bonitas se prostituindo, mas, nada de ver sua esposa.
Sentiu um alívio momentâneo e julgou-se um maluco ciumento e ridículo. Iria falar uns bons desaforos a Antunes que teria inventado toda essa calúnia sobre sua esposa.
Porém, ao virar a esquina, Mário vê Tainá saindo de um carro abraçada a um homem desconhecido!
Observa de longe, atônito, a esposa amada se despedindo daquele bacana e retornando, em seguida, para a calçada em frente ao Banco do Brasil, seu ponto de prostituição onde, em breve, iria vender-se outras vezes no dia para outros clientes.
Após uns minutos, sem ser visto por ela, ele percebe a esposa saindo de seu ponto acompanhado por outro homem na direção de um daqueles hotéis específicos para a prática dessa arte milenar: a prostituição!
Mário entrou no seu carro e foi embora para casa a fim de esperar Tainá. Iria matá-la naquela noite mesmo, assim que ela chegasse do “serviço”.
Em casa, abriu o segredo do cofre onde ele guardava seu revólver de calibre 38 e o carregou. Tudo estava arquitetado já em sua cabeça: - “Mato essa vadia e depois me mato”! – dizia.
Logo, Tainá chegou a casa cansada de “trabalhar”. Possuía ainda em seu corpo o perfume com que de manhã havia saído e veio caminhando na direção de Mário para beijá-lo como fazia sempre.
Ele escondeu o revólver debaixo do travesseiro e, quando sentiu o perfume daquela ruiva encantadora, mesmo sendo uma meretriz, correspondeu ao seu beijo e mandou que ela tirasse toda a roupa imediatamente.
Tainá estranhou, sabia que o marido era louco de desejo por ela e que sempre costumava tomar um banho antes de se entregar para ele na cama.
Ele insistiu que a queria naquele momento, sem banho mesmo. Pensou consigo que alguém prestes a ser assassinado não precisa tomar banho, Caberia ao agente funerário banhar aquela que, em
breve, seria uma defunta cravejada por balas de revólver! 
E quem sabe se o agente funerário não seria um necrófilo que iria provar daquela nudez mórbida e daquele corpo onde o sangue já não mais corria nas veias? Delirava o marido!
Tainá obedeceu; tirou toda sua roupa e abriu-se inteira e por completo ao marido dizendo: - "Vem, sou sua”!
“Que cínica”! - Pensou Mário.
 Ele também tirou sua roupa e deitou-se sobre a esposa com seu corpo teso! Pôs a mão sob o travesseiro lentamente e encostou-a na arma. – “Agora eu a mato”! – pensou. Porém, decidiu usufruir um pouco mais daquela meretriz que não via mais como esposa.
Curiosamente, sentia que o ódio e a decepção por ter descoberto que a esposa era uma rameira lhe aumentava o prazer sexual.
Logo, chegou ao orgasmo intenso imaginando a mulher que ele tanto amava e desejava nos braços de outros homens. Era preciso, contudo, matá-la!
- “A honra se lava com sangue”! refletiu.
De repente, em questão de segundos, empunhou a arma apontando-a para o rosto de Tainá dizendo: -“Eu sei de tudo! Eu vi”!
Ela começou a chorar, humilhada por aquele homem a quem amava com sinceridade, sim, apesar de ser quem ela era, amava-o!
- “Atira em mim; eu mereço ser morta”! – pedia ao seu algoz.
Mário teve um pensamento que não sabe de onde e nem como veio e falou em voz alta: - “Não há diferença entre a prostituta e a mulher fiel! A prostituta é lasciva no corpo e a mulher fiel é lasciva na mente”!
Imediatamente, jogou o revólver para debaixo da cama e amou aquela sórdida Messalina como nunca, sentindo um prazer que até então desconhecia!
E todos os dias na hora do almoço, Mário saía do serviço com seu carro e ia “deliciar-se” ao ver sua esposa se prostituindo na esquina da João Mendes! Quando chegavam a casa, à noite, os dois se amavam de forma devassa alcançando, juntos, orgasmos que nunca imaginaram existir. Mário e Tainá já não eram mais um casal, eram cúmplices na arte de amar!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Poesia: "Soneto da Ausência"

"Soneto da Ausência"
(João Ribeiro Neto)


 Longe de ti sinto a alma carcomida;
Na minha boca, a falta de teus lábios,
No meu ser, sinto a falta de vida
E no meu corpo, as carícias nos átrios!

Longe de teu sorriso, enxergo o vazio;
A respiração parece travar-me no peito...
A sentir a ausência de teu corpo esguio
Ante à cama vazia onde me deito!

E eu, poeta versado na saudade,
Nada tenho a dizer além disso
Que o rude coração em versos explodiu!

Cabe a mim degustar-te a ausência,
dilacerando-me, na alma, as entranhas
a lembrar do sonho, no qual foste e és a donzela!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Poesia: "Insano Desejo"

De todos os lábios que beijei, desejo os teus, os quais nunca com os meus toquei e sequer uma gota de saliva trocamos!

E de todos os orgasmos que meu desnudo e lascivo corpo provou, o maior foi o teu que me proporcionou, mesmo sem nunca tê-lo possuído!

De todos os cabelos cujo perfume de azaleias aspirei, sinto falta dos teus, os quais nunca meu olfato sentiu e que eu jamais embaracei na tórrida arte de amar.

E de todas as mãos que segurei em noites de pesar, as que mais me confortaram foram as tuas, as quais sequer apertei!

Por fim, de todos os medos que senti, o mais tenebroso deles foi o de jamais te encontrar, mulher que tanto amo, que tanto desejo e que jamais conheci!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Poesia: "A Loucura da Paixão"

Como sentir saudade dos teus beijos, os quais jamais provei nos lábios, de tua úmida saliva ondulando à minha e de tua ávida língua à procura do céu da minha boca?

 É possível (sim; é!) sentir falta de tua mão trêmula segurando a minha no passeio campesino que jamais tivemos ao som do canto da siriema e do quero-quero?

 Loucura é sentir (não; não é!...) o gosto de teus seios em minha boca sem, ao menos, tocado tê-los um dia?

 E desejar proteger-te com meus braços das incessantes águas de março a fechar o verão tal cantou o maestro Tom Jobim?

 Essas mesmas águas que inundam meus olhos e que respingam sobre meu esbranquiçado rosto o teu, o qual jamais em mim roçou! (Roçou?)

 Será que tu, de fato, existes?
Talvez não para todos exista, porém, em meu coração tu existes e um dia encontrar-te-ei; mesmo tua ausência sendo bem mais amarga que o próprio chimarrão, o qual sorvo para amenizar a saudade de ti, criatura que desejo e que por ti sofro de paixão sem que alguma panaceia do mundo dê jeito!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Livros à venda

 
Quer dar um presente original e de muito conteúdo nesse ano novo? Pois nós, da editora Clube de Autores temos a sugestão certa para você: Presentei com livros do autor João Ribeiro Neto!

As duas mais recentes publicações do autor estão à venda pelo site da editora "Clube de Autores". Para adquiri-los, basta clicar nos links abaixo dos flyers de divulgação e você será redirecionado para uma compra segura com várias formas de pagamento podendo parcelar em todos os cartões de crédito sem complicações e entrega segura e rápida para qualquer lugar do Brasil!                            

 
 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Crônica: Então... é Natal

Poucas coisas na vida me aborrecem mais que a época natalina, preciso confessar isso!Quando vai terminando o mês de novembro já começo a me aborrecer com esse clima forçado de: -“Agora somos felizes”!
No começo de dezembro a coisa piora, as filas nos bancos aumentam e os caixas eletrônicos param de funcionar. As lojas de R$1,00 (um real) ficam entupidas de pisca-pisca, árvores de natal e bolinhas coloridas para enfeites. Sem falar nas musiquinhas estridentes invadindo meus ouvidos: lá,lá,lá...lá,lá,lá... Haja saco!

Por falar em música, todo ano na época do natal somos obrigados a ouvir em qualquer lugar a voz grossa da Simone cantando: “Então... é natal”!

Não que eu tenha algo contra a Simone, mas todo mundo sabe que é natal, sabe que o povão vai receber o 13º. salário e torrar tudo nas lojas e depois que acabar o dinheiro vai trocar a mobília de casa comprando em 17 vezes nas Casas Bahia.
 
E os hipermercados com aqueles locutores anunciando o preço do peru, do chester e do panetone? Então... é natal
Outro dia levei um tropeção no pezão de um papai-noel gordo que estava sentado numa cadeira bem no meio da calçada tocando o insuportável sininho e falando alto: -“Ho, ho, ho, feliz natal!” Dá vontade de pegar o sino e enfiar o badalo na cabeça do bom velhinho. Então... é natal!
Assistir à televisão nessa época é um horror! Basta ligar a TV em qualquer canal que você verá artistas,apresentadores e humoristas com roupas brancas cantarolando algum tema de natal,pode reparar.Então...é natal!

Até o futebol consegue ficar chato no final do ano. Os jogadores organizam aquelas partidas sem graça onde o ingresso para assistir a pelada é 1 kg de alimento não perecível. Aí o povoléu lota os estádios para assistir o jogo entre os “amigos de Ronaldo Bola” contra os amigos da “ponte que partiu”. Então... é natal!


Todo ano é a mesma chatice!O Roberto Carlos com aquele terninho branco dando a tradicional mancadinha cantando: -“Jesus Cristo, Jesus Cristo, Jesus Cristo eu estou aqui!” Então... é natal!




E os amigos secretos que são realizados nas festas de fim de ano nas empresas? As pessoas não se suportam o ano inteiro e ainda tem que trocar presentes com os inimigos secretos. Sem falar que tem sempre um engraçadinho que sorteia o próprio nome e acha o máximo revelar esse feito aos demais no dia do amigo secreto. Então... é natal!

As estradas, por sua vez, ficam intransitáveis, principalmente as que levam ao litoral. São horas e horas buzinando e parando. Ainda tem os carros mais velhos que começam a esquentar demais e o motorista para no acostamento para jogar uma água no veículo e aproveitar para fazer um xixi amigo na frente de todos enquanto o carro se recupera. Então... é natal !
Depois de todo esse martírio nas estradas chega finalmente ao litoral e ao abrir a torneira da pia percebe que já está faltando água na Baixada. O elevador do prédio também está quebrado e a praia está lotada de farofeiros. Então... é natal!
Eu poderia continuar enumerando as demais coisas que me incomodam no natal, mas se eu continuar corro o risco de não terminar essa crônica.


Para concluir, uso a frase que mais se ouve na época do fim de ano: -“Desculpa de alguma coisa e tudo de bom”! Afinal, Então... é natal!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jornal "TRIBUNA" de Salto de Pirapora/SP

Meus sinceros agradecimentos ao jornal "TRIBUNA", de Salto de Pirapora/SP por me dar uma página inteira destacando minha matéria feita em Passo Fundo/RS